A indústria de reciclagem mecânica de plásticos no Brasil registrou, em 2025, o segundo ano consecutivo de recuperação, após o enfraquecimento observado em 2023. Segundo o estudo Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil 2026 (ano-base 2025), encomendado pelo Movimento Plástico Transforma e realizado pela MaxiQuim, a produção de resina reciclada pós-consumo (PCR) alcançou 1,064 milhão de toneladas, enquanto o faturamento bruto nominal do setor chegou a R$ 4,2 bilhões e o número de empregos diretos atingiu 21.013 postos de trabalho, o maior patamar da série histórica iniciada em 2018. O índice de recuperação de plásticos pós-consumo foi de 25,3%, e o índice de reciclagem, de 21,3%.
As embalagens permanecem como importante fonte de matéria-prima para a reciclagem, representando 69% do volume de resíduos consumidos pela indústria recicladora. Quando considerados os plásticos de embalagens e equiparáveis, conforme nomenclatura do Decreto nº 12.688/2025, o índice de reciclagem mecânica alcança 24,2%. O levantamento também mostra mudanças no abastecimento da indústria, com maior participação das empresas de gestão de resíduos, que já respondem por 10% do volume consumido, enquanto cooperativas e catadores ainda representam parcelas menores do fornecimento.
Apesar da recuperação dos indicadores, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à disponibilidade e qualidade dos resíduos, eficiência da coleta e triagem, regularidade do fornecimento e competitividade da resina reciclada frente à matéria-prima virgem. O fortalecimento de todos os elos da cadeia — incluindo cooperativas, catadores, empresas de gestão de resíduos e recicladores — será fundamental para ampliar a escala, a eficiência e a previsibilidade da reciclagem mecânica no país, especialmente diante da implementação do Decreto nº 12.688/2025 e da expansão da logística reversa de embalagens plásticas.